Daqui quero iluminar

Há uma certeza que nos vem de Deus: "Daqui quero iluminar. Nada temam. Estou convosco. Vivam em contínua conversão." (Bv Alberione)
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domingo, 1 de novembro de 2026

Mais sobre Santidade – Ir. Patrícia Silva

 




 Todos somos chamados a ser santos. A santidade não está tão distante. Está “ao pé da porta”. 

O céu não fica lá em cima. “Aqui também é céu”, canta o Pe. Zezinho, scj (CD Deus é bonito..

Deixa que a graça do teu Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixa que tudo esteja aberto a Deus e, para isso, opta por Ele, escolhe Deus sem cessar.

Num de seus mais belos documentos, a exortação apostólica sobre ser santo no mundo de hoje, “Gaudete et exsultate”, o Papa Francisco afirma que o  Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus, porque «aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente».[LG 12] O Senhor, na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo.

7. Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas vezes a santidade «ao pé da porta», daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras – da «classe média da santidade».[4]

Roma, junto de São Pedro, no dia 19 de março – Solenidade de São José – do ano 2018

Que motivos temos para nos alegrar e exultar?

n  “encarnar a santidade no contexto atual, com seu riscos, desafios e  oportunidades, porque o senhor escolheu cada um de nós “para sermos santos e íntegros diante dele, no amor” (Ef 1,4)

“ Deixemo-nos estimular pelos sinais de santidade que o Senhor nos apresenta através dos membros mais humildes deste povo que «participam também da função profética de Cristo, difundindo o seu testemunho vivo, sobretudo pela vida de fé e de caridade».(LG 12) Como nos sugere Santa Teresa Benedita da Cruz, pensemos que é através de muitos deles que se constrói a verdadeira história: «Na noite mais escura, surgem os maiores profetas e os santos. Todavia a corrente vivificante da vida mística permanece invisível.” (Gaudete et Exsultate, 8)

Em comunidade

146. Contra a tendência para o individualismo consumista que acaba por nos isolar na busca do bem-estar à margem dos outros, o nosso caminho de santificação não pode deixar de nos identificar com aquele desejo de Jesus: «que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti» (Jo 17, 21).

Em oração

 O santo é uma pessoa com espírito orante, que tem necessidade de comunicar com Deus. É alguém que não suporta asfixiar-se na imanência fechada deste mundo e, no meio dos seus esforços e serviços, suspira por Deus, sai de si erguendo louvores e alarga os seus confins na contemplação do Senhor. Não acredito na santidade sem oração, embora não se trate necessariamente de longos períodos ou de sentimentos intensos.

148. São João da Cruz recomendava que se procurasse «andar sempre na presença de Deus, conforme o permitam as obras que estamos a realizar».No fundo, é o desejo de Deus, que não pode deixar de se manifestar dalguma Quando comes, bebes, conversas com outros, ou em qualquer outra coisa que faças, sempre deseja a Deus e prende a Ele o teu coração».

Para Santa Teresa de Ávila, a oração é «uma relação íntima de amizade, permanecendo muitas vezes a sós com Quem sabemos que nos ama».[111] Gostaria de insistir no facto de que isto não é dito apenas para poucos privilegiados, mas para todos, porque «todos precisamos deste silêncio repleto de presença adoradora».[112] A oração confiante é uma resposta do coração que se abre a Deus face a face, onde são silenciados todos os rumores para escutar a voz suave do Senhor que ressoa no silêncio.

150. Neste silêncio, é possível discernir, à luz do Espírito, os caminhos de santidade que o Senhor nos propõe. Caso contrário, todas as nossas decisões não passarão de «decorações», que, em vez de exaltar o Evangelho na nossa vida, acabarão por o recobrir e sufocar. Para todo o discípulo, é indispensável estar com o Mestre, escutá-Lo, aprender d’Ele, aprender sempre. Se não escutarmos, todas as nossas palavras serão apenas rumores que não servem para nada.

152. o silêncio orante não é  uma evasão que nega o mundo que nos rodeia. O «peregrino russo», que caminhava em contínua oração, conta que esta oração não o separava da realidade externa: «quando me encontrava com as pessoas, parecia-me que eram todas tão amáveis como se fossem da minha própria família. (...) E a felicidade não só iluminava o interior da minha alma, mas o próprio mundo exterior aparecia-me sob um aspeto maravilhoso».[115]

153 A memória das obras de Deus está na base da experiência da aliança entre Deus e o seu povo. Se Deus quis entrar na história, a oração é tecida de recordações: não só da recordação da Palavra revelada, mas também da vida própria, da vida dos outros, do que o Senhor fez na sua Igreja. É a memória agradecida de que fala o próprio Santo Inácio de Loyola, na sua «Contemplação para alcançar o amor»,[116] quando nos pede para trazer à memória todos os benefícios que recebemos do Senhor. Contempla a tua história quando rezas e, nela, encontrarás tanta misericórdia. Ao mesmo tempo, isto alimentará a tua consciência com a certeza de que o Senhor te conserva na sua memória e nunca te esquece. Consequentemente tem sentido pedir-Lhe que ilumine até mesmo os pequenos detalhes da tua existência, que não Lhe passam despercebidos.

Ritmos

O estudo, publicado na revista científica Science, esclarece a mudança na rotina dos girassóis a partir da vida adulta, o que sempre foi um mistério para os cientistas. De acordo com a pesquisa, a resposta está nos ritmos circadianos, o relógio interno dos girassóis.

Ciclo

O ciclo de um girassol é sempre o mesmo: todos os dias, desperta e acompanha o Sol como as agulhas de um relógio.

A noite, percorre o sentido contrário para esperar novamente sua saída na manhã do dia seguinte.

Mas um dia deixa de fazê-lo, alcança a maturidade e para com essa movimentação. A partir de então, não volta a girar pelo resto da vida, e fica voltado para o oriente indefinidamente, até morrer.

O girassol nos ensina a estar em sintonia com o grande SOL que é Deus.

Deus é o grande sol para o qual a pessoa, como o girassol, deve estar sempre voltada, disse o Bem-aventurado Tiago Alberione.


As crianças e os pobres entendem da santidade de forma muito simples.

E as crianças, entendem mesmo de santidade?

Jesus disse que o Reino dos céus

é das pessoas que se parecem com as crianças  (Cf Lc 18,16)

Um certo dia uma senhora foi à igreja rezar, e levou consigo seu filho Gabriel, de 4 anos. Enquanto ela rezava, Gabriel passeava pela igreja, olhando tudo o que lhe chamava atenção. A igreja era linda, ornada de grandes vitrais,  grandes imagens de santos.

Aos poucos o sol ia surgindo e seus raios refletiam nos vitrais.  A atenção de Gabriel ficou presa na  beleza da luz do sol sobre os vitrais.

De quando em quando, ele incomodava a mãe com suas perguntas:

-  Mamãe, o que é isso? o que é aquilo? – dizia, mostrando os vitrais iluminados.

A mãe, para satisfazer Gabriel, disse-lhe:

- São os santos, meu filho.

E, Gabriel, satisfeito com a resposta da mãe, saiu correndo pelo corredor da igreja. Anos depois, Gabriel começou a catequese.

Um  dia, a catequista perguntou aos catequizandos:

- Vocês sabem quem são os santos?

Gabriel, depressa, ergue o braço.

- Eu sei professora...

- Sim! Gabriel, quem são os santos?

 E, Gabriel respondeu:

- São aqueles que deixam passar a luz de Deus.


* Como, hoje, pode passar  por nós a luz de Deus?

* O que impede que se passe a luz de Deus numa pessoa?

- Como recuperar a luz de Deus e transparecê-la?

Só os pobres entendem da santidade.

Evangelho do moço rico: Mc 10, 17-21
“Só te falta uma coisa....”

Na COHAB Raposo Tavares, anos atrás, partilha em grupos, na homilia da missa. Disse o Sr Raimundo:

- Eu entendo assim a gente ser santo. Nossa santidade começou no Batismo. A gente recebeu aquela vela acesa, a vela da fé que vai iluminando nossa vida. Vamos vivendo o querer de Deus e  assim a vela não se apaga. Mas ela vai se gastando... Até que...um dia, Deus nos chama definitivamente para si. A vela se apaga. Mas, na verdade, ela não se apagou!

É que a luz da gente se misturou com a luz de Deus! Nos misturamos com a luz imensa de Deus. Isto  é santidade! Então vamos viver e entender o

“ALEGRAI-VOS E EXULTAI!” de que nos fala Jesus.

Mt 5,12

Animemo-nos uns aos outros neste propósito de alcançar a santidade. Assim, compartilharemos uma felicidade que o mundo não poderá tirar-nos. (PP Fco)

 14. Para ser santo, não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso. Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade esteja reservada apenas àqueles que têm possibilidade de se afastar das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. És uma consagrada ou um consagrado? Sê santo, vivendo com alegria a tua doação. Estás casado? Sê santo, amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És um trabalhador? Sê santo, cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho ao serviço dos irmãos. És progenitor, avó ou avô? Sê santo, ensinando com paciência as crianças a seguirem Jesus. Estás investido em autoridade? Sê santo, lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais.[14]

 

Em comunidade

146. Contra a tendência para o individualismo consumista que acaba por nos isolar na busca do bem-estar à margem dos outros, o nosso caminho de santificação não pode deixar de nos identificar com aquele desejo de Jesus: «que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti» (Jo 17, 21).

Em oração

 O santo é uma pessoa com espírito orante, que tem necessidade de comunicar com Deus. É alguém que não suporta asfixiar-se na imanência fechada deste mundo e, no meio dos seus esforços e serviços, suspira por Deus, sai de si erguendo louvores e alarga os seus confins na contemplação do Senhor. Não acredito na santidade sem oração, embora não se trate necessariamente de longos períodos ou de sentimentos intensos.

148. São João da Cruz recomendava que se procurasse «andar sempre na presença de Deus, conforme o permitam as obras que estamos a realizar».No fundo, é o desejo de Deus, que não pode deixar de se manifestar dalguma Quando comes, bebes, conversas com outros, ou em qualquer outra coisa que faças, sempre deseja a Deus e prende a Ele o teu coração».

Para Santa Teresa de Ávila, a oração é «uma relação íntima de amizade, permanecendo muitas vezes a sós com Quem sabemos que nos ama».[111] Gostaria de insistir no facto de que isto não é dito apenas para poucos privilegiados, mas para todos, porque «todos precisamos deste silêncio repleto de presença adoradora».[112] A oração confiante é uma resposta do coração que se abre a Deus face a face, onde são silenciados todos os rumores para escutar a voz suave do Senhor que ressoa no silêncio.

150. Neste silêncio, é possível discernir, à luz do Espírito, os caminhos de santidade que o Senhor nos propõe. Caso contrário, todas as nossas decisões não passarão de «decorações», que, em vez de exaltar o Evangelho na nossa vida, acabarão por o recobrir e sufocar. Para todo o discípulo, é indispensável estar com o Mestre, escutá-Lo, aprender d’Ele, aprender sempre. Se não escutarmos, todas as nossas palavras serão apenas rumores que não servem para nada.

152. o silêncio orante não é  uma evasão que nega o mundo que nos rodeia. O «peregrino russo», que caminhava em contínua oração, conta que esta oração não o separava da realidade externa: «quando me encontrava com as pessoas, parecia-me que eram todas tão amáveis como se fossem da minha própria família. (...) E a felicidade não só iluminava o interior da minha alma, mas o próprio mundo exterior aparecia-me sob um aspeto maravilhoso».[115]

153 A memória das obras de Deus está na base da experiência da aliança entre Deus e o seu povo. Se Deus quis entrar na história, a oração é tecida de recordações: não só da recordação da Palavra revelada, mas também da vida própria, da vida dos outros, do que o Senhor fez na sua Igreja. É a memória agradecida de que fala o próprio Santo Inácio de Loyola, na sua «Contemplação para alcançar o amor»,[116] quando nos pede para trazer à memória todos os benefícios que recebemos do Senhor. Contempla a tua história quando rezas e, nela, encontrarás tanta misericórdia. Ao mesmo tempo, isto alimentará a tua consciência com a certeza de que o Senhor te conserva na sua memória e nunca te esquece. Consequentemente tem sentido pedir-Lhe que ilumine até mesmo os pequenos detalhes da tua existência, que não Lhe passam despercebidos.

 


Mt 5,12

Animemo-nos uns aos outros neste propósito de alcançar a santidade. Assim, compartilharemos uma felicidade que o mundo não poderá nos  tirar. (PP Fco)