Todos somos chamados a ser santos. A santidade não está tão distante. Está “ao pé da porta”.
O céu não fica lá em cima. “Aqui também é céu”, canta o Pe. Zezinho,
scj (CD Deus é bonito..
Deixa que a graça do teu
Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixa que tudo esteja aberto a
Deus e, para isso, opta por Ele, escolhe Deus sem cessar.
Num de seus mais belos
documentos, a exortação apostólica sobre ser santo no mundo de hoje, “Gaudete
et exsultate”, o Papa Francisco afirma que o Espírito
Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus, porque
«aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída
qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na
verdade e O servisse santamente».[LG
12] O Senhor, na história da salvação,
salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso,
ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em
conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na
comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum
povo.
7. Gosto de ver a santidade
no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos
homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes,
nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a
caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas
vezes a santidade «ao pé da porta», daqueles que vivem perto de nós e são um
reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras – da «classe média da
santidade».[4]
Roma, junto
de São Pedro, no dia 19 de março – Solenidade de São José – do ano 2018
Que motivos temos para nos alegrar e exultar?
n “encarnar
a santidade no contexto atual, com seu riscos, desafios e oportunidades, porque o senhor escolheu cada
um de nós “para sermos santos e íntegros diante dele, no amor” (Ef 1,4)
“ Deixemo-nos estimular pelos sinais de santidade
que o Senhor nos apresenta através dos membros mais humildes deste povo que
«participam também da função profética de Cristo, difundindo o seu testemunho
vivo, sobretudo pela vida de fé e de caridade».(LG 12) Como nos sugere Santa
Teresa Benedita da Cruz, pensemos que é através de muitos deles que se constrói
a verdadeira história: «Na noite mais escura, surgem os maiores profetas e os
santos. Todavia a corrente vivificante da vida mística permanece invisível.”
(Gaudete et Exsultate, 8)
Em comunidade
146. Contra a tendência para o individualismo
consumista que acaba por nos isolar na busca do bem-estar à margem dos outros,
o nosso caminho de santificação não pode deixar de nos identificar com aquele
desejo de Jesus: «que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti»
(Jo 17, 21).
Em oração
O santo é uma pessoa
com espírito orante, que tem necessidade de comunicar com Deus. É alguém que
não suporta asfixiar-se na imanência fechada deste mundo e, no meio dos seus
esforços e serviços, suspira por Deus, sai de si erguendo louvores e alarga os
seus confins na contemplação do Senhor. Não acredito na santidade sem oração,
embora não se trate necessariamente de longos períodos ou de sentimentos
intensos.
148. São João da Cruz
recomendava que se procurasse «andar sempre na presença de Deus, conforme o
permitam as obras que estamos a realizar».No fundo, é o desejo de Deus, que não
pode deixar de se manifestar dalguma Quando comes, bebes, conversas com outros,
ou em qualquer outra coisa que faças, sempre deseja a Deus e prende a Ele o teu
coração».
Para Santa Teresa de Ávila,
a oração é «uma relação íntima de amizade, permanecendo muitas vezes a sós com
Quem sabemos que nos ama».[111] Gostaria
de insistir no facto de que isto não é dito apenas para poucos privilegiados,
mas para todos, porque «todos precisamos deste silêncio repleto de presença
adoradora».[112] A
oração confiante é uma resposta do coração que se abre a Deus face a face, onde
são silenciados todos os rumores para escutar a voz suave do Senhor que ressoa
no silêncio.
150. Neste silêncio, é
possível discernir, à luz do Espírito, os caminhos de santidade que o Senhor
nos propõe. Caso contrário, todas as nossas decisões não passarão de
«decorações», que, em vez de exaltar o Evangelho na nossa vida, acabarão por o
recobrir e sufocar. Para todo o discípulo, é indispensável estar com o Mestre,
escutá-Lo, aprender d’Ele, aprender sempre. Se não escutarmos, todas as nossas
palavras serão apenas rumores que não servem para nada.
152. o
silêncio orante não é uma evasão que
nega o mundo que nos rodeia. O «peregrino russo», que caminhava em contínua
oração, conta que esta oração não o separava da realidade externa: «quando me
encontrava com as pessoas, parecia-me que eram todas tão amáveis como se fossem
da minha própria família. (...) E a felicidade não só iluminava o interior da
minha alma, mas o próprio mundo exterior aparecia-me sob um aspeto
maravilhoso».[115]
153 A memória das obras de Deus está na base da experiência da aliança entre Deus e o seu povo. Se Deus quis entrar na história, a oração é tecida de recordações: não só da recordação da Palavra revelada, mas também da vida própria, da vida dos outros, do que o Senhor fez na sua Igreja. É a memória agradecida de que fala o próprio Santo Inácio de Loyola, na sua «Contemplação para alcançar o amor»,[116] quando nos pede para trazer à memória todos os benefícios que recebemos do Senhor. Contempla a tua história quando rezas e, nela, encontrarás tanta misericórdia. Ao mesmo tempo, isto alimentará a tua consciência com a certeza de que o Senhor te conserva na sua memória e nunca te esquece. Consequentemente tem sentido pedir-Lhe que ilumine até mesmo os pequenos detalhes da tua existência, que não Lhe passam despercebidos.
Ritmos
O
estudo, publicado na revista científica Science, esclarece a
mudança na rotina dos girassóis a partir da vida adulta, o que sempre foi um
mistério para os cientistas. De acordo com a pesquisa, a resposta está nos
ritmos circadianos, o relógio interno dos girassóis.
Ciclo
O
ciclo de um girassol é sempre o mesmo: todos os dias, desperta e acompanha o
Sol como as agulhas de um relógio.
A
noite, percorre o sentido contrário para esperar novamente sua saída na manhã
do dia seguinte.
Mas
um dia deixa de fazê-lo, alcança a maturidade e para com essa movimentação. A
partir de então, não volta a girar pelo resto da vida, e fica voltado para o oriente
indefinidamente, até morrer.
O girassol nos ensina a estar em sintonia com o grande SOL que é Deus.
Deus é o grande sol para o qual a pessoa, como o girassol, deve estar sempre voltada, disse o Bem-aventurado Tiago Alberione.
As
crianças e os pobres entendem da santidade de forma muito simples.
E
as crianças, entendem mesmo de santidade?
Jesus disse que o Reino dos céus
é das pessoas que se parecem com as crianças (Cf Lc 18,16)
Um certo dia uma senhora foi à igreja rezar, e levou
consigo seu filho Gabriel, de 4 anos. Enquanto ela rezava, Gabriel passeava
pela igreja, olhando tudo o que lhe chamava atenção. A igreja era linda, ornada
de grandes vitrais, grandes imagens de
santos.
Aos
poucos o sol ia surgindo e seus raios refletiam nos vitrais. A atenção de Gabriel ficou presa na beleza da luz do sol sobre os vitrais.
De
quando em quando, ele incomodava a mãe com suas perguntas:
- Mamãe, o que é isso? o que é aquilo? – dizia,
mostrando os vitrais iluminados.
A
mãe, para satisfazer Gabriel, disse-lhe:
-
São os santos, meu filho.
E,
Gabriel, satisfeito com a resposta da mãe, saiu correndo pelo corredor da
igreja. Anos depois, Gabriel começou a catequese.
Um dia, a catequista perguntou aos catequizandos:
-
Vocês sabem quem são os santos?
Gabriel,
depressa, ergue o braço.
- Eu
sei professora...
-
Sim! Gabriel, quem são os santos?
E, Gabriel respondeu:
- São aqueles que deixam passar a luz de Deus.
* Como, hoje, pode
passar por nós a luz de Deus?
* O que impede que se passe a
luz de Deus numa pessoa?
- Como recuperar a luz de Deus
e transparecê-la?
Só os pobres entendem da santidade.
Evangelho do moço rico: Mc 10,
17-21
“Só te falta uma coisa....”
Na COHAB Raposo Tavares, anos
atrás, partilha em grupos, na homilia da missa. Disse o Sr Raimundo:
- Eu entendo assim a gente ser
santo. Nossa santidade começou no Batismo. A gente recebeu aquela vela acesa, a
vela da fé que vai iluminando nossa vida. Vamos vivendo o querer de Deus e assim a vela não se apaga. Mas ela vai se
gastando... Até que...um dia, Deus nos chama definitivamente para si. A vela se
apaga. Mas, na verdade, ela não se apagou!
É que a luz da gente se
misturou com a luz de Deus! Nos misturamos com a luz imensa de Deus. Isto é santidade! Então vamos viver e entender o
“ALEGRAI-VOS E EXULTAI!” de
que nos fala Jesus.
Mt 5,12
Animemo-nos uns aos outros neste propósito de
alcançar a santidade. Assim, compartilharemos uma felicidade que o mundo não
poderá tirar-nos. (PP Fco)
Em comunidade
146. Contra a tendência para o individualismo
consumista que acaba por nos isolar na busca do bem-estar à margem dos outros,
o nosso caminho de santificação não pode deixar de nos identificar com aquele
desejo de Jesus: «que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti»
(Jo 17, 21).
Em oração
O santo é uma pessoa
com espírito orante, que tem necessidade de comunicar com Deus. É alguém que
não suporta asfixiar-se na imanência fechada deste mundo e, no meio dos seus
esforços e serviços, suspira por Deus, sai de si erguendo louvores e alarga os
seus confins na contemplação do Senhor. Não acredito na santidade sem oração,
embora não se trate necessariamente de longos períodos ou de sentimentos
intensos.
148. São João da Cruz
recomendava que se procurasse «andar sempre na presença de Deus, conforme o
permitam as obras que estamos a realizar».No fundo, é o desejo de Deus, que não
pode deixar de se manifestar dalguma Quando comes, bebes, conversas com outros,
ou em qualquer outra coisa que faças, sempre deseja a Deus e prende a Ele o teu
coração».
Para Santa Teresa de Ávila,
a oração é «uma relação íntima de amizade, permanecendo muitas vezes a sós com
Quem sabemos que nos ama».[111] Gostaria de insistir no facto de que isto
não é dito apenas para poucos privilegiados, mas para todos, porque «todos
precisamos deste silêncio repleto de presença adoradora».[112] A oração confiante é uma resposta do
coração que se abre a Deus face a face, onde são silenciados todos os rumores
para escutar a voz suave do Senhor que ressoa no silêncio.
150. Neste silêncio, é
possível discernir, à luz do Espírito, os caminhos de santidade que o Senhor
nos propõe. Caso contrário, todas as nossas decisões não passarão de
«decorações», que, em vez de exaltar o Evangelho na nossa vida, acabarão por o
recobrir e sufocar. Para todo o discípulo, é indispensável estar com o Mestre,
escutá-Lo, aprender d’Ele, aprender sempre. Se não escutarmos, todas as nossas
palavras serão apenas rumores que não servem para nada.
152. o
silêncio orante não é uma evasão que
nega o mundo que nos rodeia. O «peregrino russo», que caminhava em contínua
oração, conta que esta oração não o separava da realidade externa: «quando me
encontrava com as pessoas, parecia-me que eram todas tão amáveis como se fossem
da minha própria família. (...) E a felicidade não só iluminava o interior da
minha alma, mas o próprio mundo exterior aparecia-me sob um aspeto
maravilhoso».[115]
153 A memória das obras de Deus está na base da experiência da aliança entre
Deus e o seu povo. Se Deus quis entrar na história, a oração é tecida de
recordações: não só da recordação da Palavra revelada, mas também da vida
própria, da vida dos outros, do que o Senhor fez na sua Igreja. É a memória
agradecida de que fala o próprio Santo Inácio de Loyola, na sua «Contemplação
para alcançar o amor»,[116] quando nos pede para trazer à memória todos os
benefícios que recebemos do Senhor. Contempla a tua história quando rezas e,
nela, encontrarás tanta misericórdia. Ao mesmo tempo, isto alimentará a tua
consciência com a certeza de que o Senhor te conserva na sua memória e nunca te
esquece. Consequentemente tem sentido pedir-Lhe que ilumine até mesmo os
pequenos detalhes da tua existência, que não Lhe passam despercebidos.
Mt 5,12
Animemo-nos uns aos outros neste propósito de
alcançar a santidade. Assim, compartilharemos uma felicidade que o mundo não
poderá nos tirar. (PP Fco)
